AD História, História, mundo cristão

Assembleia de Deus – 103 anos

Casa de Celina Albuquerque, onde foi fundada a Assembleia de Deus

Hoje, 18 de junho, é comemorado o 103º aniversário de fundação da Assembleia de Deus no Brasil.

Os missionários suecos radicados nos Estados Unidos Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram ao Brasil em 19 de novembro de 1910, após receberem a revelação de que tinham um chamado missionário para uma terra distante chamada “Pará”. Pouco tempo após o desembarque na cidade de Belém, passaram a realizar cultos no porão da Igreja Batista (onde estavam hospedados) e na casa de Celina Albuquerque, que viria a ser a primeira pessoa a receber o batismo com o Espírito Santo no Brasil. O número de membros que participavam dessas reuniões aumentou muito, o que provocou uma reunião convocada pela direção da Igreja Batista no dia 13 de junho de 1911, que culminou com a expulsão dos missionários e de outros 18 membros por acreditarem na doutrina pentecostal.

Cinco dias depois, em 18 de junho, Daniel Berg e Gunnar Vingren, juntamente com Celina Albuquerque e os membros expulsos da Igreja Batista, fundaram a “Missão da Fé Apostólica”, nome inspirado na famosa Igreja da Rua Azusa, nos Estados Unidos. O nome seria mudado para Assembleia de Deus apenas em 1914, ano em que foi inaugurado o primeiro templo assembleiano.

Os primeiros anos mostraram as dificuldades que os missionários enfrentariam para levar a mensagem do evangelho pleno ao vasto território brasileiro. Foram inúmeras as dificuldades, que vinham de todos os lados: líderes de algumas Igrejas protestantes tradicionais os acusavam de pregar uma doutrina que não valia para os dias atuais e de trazerem divisão; a Igreja Católica, por sua vez, alertava seus fiéis a não darem ouvidos às pregações dos missionários, acusando-os de praticarem feitiçaria; além de enfrentarem a barreira do idioma, as doenças tropicais e os perigos das florestas e dos sertões.

Nos anos que seguintes, outros missionários se juntaram aos fundadores, e assim o nome Assembleia de Deus foi levado a todo o Brasil. Seja através de cultos ao ar livre, de pregações nos lares ou apenas testificando aos vizinhos sobre a Salvação em Jesus Cristo, em apenas 46 anos a Assembleia de Deus alcançou todos os estados brasileiros e atualmente é a maior denominação evangélica do Brasil, com cerca de 12,3 milhões de membros (dados do Censo 2010 do IBGE).

 

Fontes:

PRATES, Denise; FERNANDES Renato. Tributo ao Centenário da Assembleia de Deus no Brasil. Editora Betel, RJ, 2012.

PRATES, Denise; FERNANDES Renato. CONEMAD/RJ 50 Anos Celebrando Deus com Unidade Hierarquia e Disciplina . Editora Betel, RJ, 2012.

Anúncios
Padrão
AD História

Gunnar Vingren – 133 anos

Nascido no dia 8 de agosto de 1879, na Suécia, Adolf Gunnar Vingren é um dos fundadores da Assembleia de Deus no Brasil, e um de seus mais importantes líderes. Vingren pastoreou as igrejas em Belém/PA e Rio de Janeiro/RJ. Retornou para a Suécia no ano de 1932, meses antes de descansar no Senhor.

Sua biografia e testemunho de vida nos mostra que Deus usa quem quer, e através daqueles que ele chama grandes obras são realizadas. Vingren era jardineiro, profissão que aprendeu com seu pai, mas tornou-se pastor e missionário, e um exemplo de cristão que se dedicou até o fim à obra de Deus.

Padrão
AD História

Catedral Baleia – 30 anos de inauguração

Em um grande evento realizado no dia 11 de julho de 1982, que contou com a presença de quase cinco mil evangélicos e várias autoridades, os pastores Paulo Leivas Macalão e Acácio Soares (na época dirigente da Igreja em Brasília), desataram a fita inaugural da majestosa Catedral das Assembleias de Deus em Brasília/DF, localizada na Avenida W5 Sul.

A gigantesca obra, fruto de um dos maiores sonhos do pastor Paulo, somou 14 anos em obras e contou com as orações e ofertas de irmãos de todas as partes do Brasil durante a construção.

Um fato que emocionou os que ali estavam foi presenciar a alegria do pastor Paulo Leivas Macalão após a inauguração, que bradava exultante do alto da galeria: “Agora sim, Senhor! Está inaugurada, está inaugurada!”.

Hoje a Catedral Baleia (como assim é conhecida) completa 30 anos de inauguração e atualmente passa por obras visando mais conforto e modernização ao templo, além de se adequar ao projeto inicial do pastor Paulo.

Tributo ao Centenário das Assembleias de Deus no Brasil

Padrão
AD História

Assembleia de Deus no Rio de Janeiro – 88 anos

Um grupo de imigrantes evangélicos oriundos do Pará, dentre eles Adriano Nobre e Heráclito Menezes, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, então Capital do Brasil. Eles realizavam cultos em um local conhecido como “Igreja do Orfanato” e também na casa de Eduardo e Florinda Brito, no bairro de São Cristóvão.

No dia 21 de novembro de 1923, Gunnar Vingren visitou a cidade e participou de um culto na casa dos Brito, fato que muito alegrou e motivou os irmãos a permanecerem unidos.

Caminhando pelas ruas de São Cristóvão, um jovem que estava em busca da verdade encontrou um folheto evangelístico no chão, que convidava aos que desejassem um encontro com Cristo, para que se dirigissem ao endereço da “Igreja do Orfanato”. O jovem era Paulo Leivas Macalão. Ele não hesitou diante do convite, se dirigiu ao endereço citado e lá teve uma experiência com Cristo. Ao final do culto conheceu Florinda Brito e passou então a frequentar os cultos de oração que aconteciam em sua casa. No dia 5 de abril de 1924, enquanto cantavam o hino “Vem meu Libertador”, Macalão fez sua decisão e rendeu-se a Cristo.

Heráclito Menezes passou a realizar cultos de oração e Escola Dominical na casa da família Brito e, após uma oração fervorosa, os irmãos sentiram o desejo de organizar a primeira Assembleia de Deus no Rio de Janeiro. No dia 30 de abril de 1924, os crentes que se reuniam na casa de Florinda Brito elegeram Heráclito Menezes como pastor interino, João Nascimento como diácono e Paulo Leivas Macalão como secretário.

Cópia da lista de assinaturas dos fundadores da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro.

Heráclito Menezes abriu dois novos pontos de pregação e alugou um salão na Rua Escobar, para estabelecer a sede da igreja com cultos abertos ao público. Foi nesse endereço que Gunnar Vingren oficializou a primeira Assembleia de Deus do Estado, no dia 22 de junho. No dia 29 do mesmo mês, na praia do Caju, Vingren realizou o primeiro batismo no Rio de Janeiro e entre os batizados estava Paulo Leivas Macalão.

Fonte: PRATES, Denise; FERNANDES, Renato. Tributo ao Centenário das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Betel, 2012.

Padrão
AD História

Assembleias de Deus no Brasil – 101 anos

A 101 anos atrás os missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg, com um grupo de 18 irmãos, fundaram a Missão de Fé Apostólica, que depois teve o nome mudado para Assembleia de Deus. Hoje é a maior denominação evangélica do Brasil e uma das maiores do mundo! Parabéns Assembleias de Deus!

Padrão
AD História

13 de junho de 1911

Primeira Igreja Batista do Pará, à época em que recebeu os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren.

O dia 13 de junho é uma data chave na história da Assembleia de Deus no Brasil. No ano de 1911, nesta data, 13 membros da Igreja Batista de Belém foram excluídos por terem aceitado a doutrina pentecostal trazida pelos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg.

Vingren e Berg estavam a alguns meses participando dos cultos na Igreja Batista, que os acolheu por terem origem batista. Nas oportunidades que tinham, falavam à igreja sobre o batismo com o Espírito Santo. Alguns irmãos e obreiros aceitaram a pregação e simpatizavam com os missionários. Mas haviam aqueles que consideravam a presença e a pregação dos suecos um perigo para a igreja. A situação tornara-se mais delicada quando os missionários passaram a realizar cultos e a ensinar a doutrina pentecostal no porão da igreja, onde estavam hospedados. Muitos irmãos ansiosos por conhecer o batismo com o Espírito Santo insistiam que os missionários lhes ensinassem. Inconformado com o movimento pentecostal que se instalava extraoficialmente na igreja, o evangelista Raimundo Nobre decidiu por convocar uma reunião na igreja para que fosse decidido o futuro dos missionários e dos membros que haviam aceitado o pentecostalismo.

No dia 13 de junho de 1911 foi realizada a reunião, na qual foi condenada a atitude dos missionários, que estavam ausentes na reunião. Foram excluídos 13 membros da Igreja Batista por terem aceitado a doutrina pentecostal, incluindo José Plácido da Costa, que ocupava a função de moderador, representando o pastor da igreja. Um mês depois outros três membros também foram excluídos.

Os acontecimentos seguintes da exclusão culminaram na fundação da Missão de Fé Apostólica, que mais tarde tornou-se a Assembleia de Deus.

Fontes: ARAUJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

VINGREN, Ivar. Diário do Pioneiro: Gunnar Vingren. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

PRATES, Denise; FERNANDES, Renato. Tributo ao Centenário das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Betel, 2012.

ALMEIDA, Antônio Batista de. 80 Anos construindo para a glória de Deus. Belém: [s.n.], 1977.

 Seara News

Padrão
História

A Bíblia emparedada – Abraão de Almeida

Há mais de 150 anos, quando ainda não existia o túnel de São Gotardo, os que se dirigiam à Suíça procedentes da Itália, ou vice-versa, tinham de transpor o desfiladeiro do mesmo nome a pé, o que exigia muito tempo. Como era comum naquele tempo viajar-se em grupos, alguns pedreiros de Lugano se dirigiam à Suíça em busca de melhores salários. Entre estes estava Antônio, um jovem que depois de evangelizado por uma senhora, ganhara desta uma Bíblia de luxo, encadernada a couro. Embora a recebesse, não se interessou em lê-la, pois não queria saber nada do cristianismo.

Já em seu posto de trabalho em Glarus, Antônio, enquanto ajudava na construção de um edifício, zombava e praguejava com os colegas de tudo que fosse sagrado. De repente, ao rebocar uma parede, deparou com um vão que devia ser preenchido com um tijolo.

Subitamente lembrou-se da Bíblia em sua bagagem e disse aos colegas:

― Camaradas, ocorre-me uma boa brincadeira. Vou colocar esta Bíblia neste vão.

Em virtude do tamanho, a Bíblia foi espremida, danificando a encadernação.

― Vejam ― disse Antônio ― agora reboco à frente e quero ver se o diabo consegue tirá-la daqui!

Semanas mais tarde ele voltou à sua pátria.

No dia 10 de maio de 1851, irrompeu em Glarus um grande incêndio que destruiu 490 edifícios. Embora a cidade toda estivesse em ruínas, decidiu-se reconstruí-la.

Um pedreiro perito do norte da Itália, de nome João, foi incumbido de examinar uma residência ainda nova, porém parcialmente destruída. Batendo com seu martelo em diversos pontos de uma parede intacta, a certa altura deslocou-se uma parte do reboco e surgiu um livro embutido na parede. Bastante admirado ele o puxou. Era uma Bíblia…

Como teria ido parar ali? Era-lhe inexplicável, especialmente porque já possuíra uma, mas tinham-na tomado. “Esta eles não me tomarão”, cogitou.

João tornou-se um leitor da Bíblia em toda as suas horas livres. Embora entendesse apenas algumas partes dos Evangelhos e dos Salmos, aprendeu e compreendeu que era um pecador. Descobriu também que Deus o amava e que poderia obter o perdão dos seus pecados pela fé no Senhor Jesus. Quando, no outono, regressou à sua pátria e à sua família, anunciou por toda a parte a sua salvação em Cristo.

Munido de uma mala de bíblias, João aproveitava suas horas livres para divulgar o evangelho. Assim, chegou ele à região onde residia Antônio e armou sua estante de bíblias numa feira. Quando Antônio, perambulando pela feira, parou diante da estante de João, disse:

― Ora, bíblias! Disso não preciso. Basta-me ir a Glarus, pois lá tenho uma bem escondida na parede. Gostaria de saber se o diabo consegue tirá-la dali.

João fitou o homem seriamente e disse:

― Tome cuidado, jovem! Zombar é fácil. O que você diria se eu lhe mostrasse a tal Bíblia?

― Você não me enganaria ― replicou Antônio. ― Reconhecê-la-ia imediatamente, pois ela está marcada. ― E asseverou: ― Nem o diabo consegue tirá-la da parede!

João buscou a Bíblia e perguntou:

― Amigo, reconhece esta marca?

Ao ver a Bíblia danificada, Antônio calou-se, perplexo.

― Você está vendo? No entanto não foi o diabo quem a retirou da parede, mas Deus, para que você pudesse reconhecer que ele vive. Ele quer salvá-lo também.

Nesse instante, embora com sua consciência o acusando, Antônio extravasou todo o ódio acumulado contra Deus. Chamou os amigos:

― Ei, colegas! O que este sujeito, com sua estante religiosa, procura aqui?

Em poucos segundos a estante de João estava arrasada e ele mesmo violentamente agredido. Os agressores rapidamente desapareceram entre o povo.

Desde então Antônio revoltava-se cada vez mais contra Deus. Certo dia, depois de beber em demasia, caiu do andaime a dezessete metros de altura e foi hospitalizado em estado grave. João, ao saber do acidente, foi visitá-lo no hospital. Embora impressionado com a atitude de João, o coração de Antônio continuava empedernido. João o visitou cada semana. Decorrido algum tempo, o acidentado começou a ler a Bíblia, inicialmente como passatempo, e mais tarde com interesse. Certa ocasião leu em Hebreus 12:5: “Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor”.

Ora, isso se ajustava bem a seu caso. Antônio prosseguiu a leitura, e a Palavra de Deus, capaz de esmiuçar a penha, passou a operar em sua vida. Reconheceu sua culpa e confessou-a a Deus. Creu verdadeiramente na obra de Cristo consumada na cruz. Sua alma convalescera, porém seu quadril, paralisado, o incapacitava para a sua antiga profissão. Encontrou um serviço condizente com suas aptidões, e, mais tarde, casou-se com a filha de João, agora seu sogro, amigo e pai na fé.

Antônio já está, há muito, na pátria celestial, mas a Bíblia por ele emparedada permanece como uma valiosa herança de seus descendentes.

Abraão de Almeida

Padrão