mundo editorial, o autor viu...

Afinal, o que faz um editor?

O Quarta Capa é um podcast produzido pela Editora Mundo Cristão, que mensalmente traz resenhas de nossos livros, entrevistas com autores e pensadores do protestantismo brasileiro, explicações e reflexões sobre o mercado editorial, curiosidades e muito mais. É altamente recomendável para quem se interessa pelo mercado editorial cristão no Brasil.

Neste mês o programa recebeu os editores Maurício Zágari e Daniel Faria para uma conversa sobre as principais funções do cargo de editor, qual o perfil profissional, os principais desafios e demandas de quem edita livros.

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o autor diz..., o autor viu...

A aranha e a formiga

Enquanto escrevo, observo uma luta peculiar. Uma formiga, daquelas grandes, deve ser soldado, com uns cinco milímetros de comprimento, está machucada e não consegue andar.

De repente surge uma aranha, minúsculas, do tamanho de um grão de areia, e começa a rodear a formiga caída, dando umas vinte voltas em torno dela. Enquanto rodeia, faz rápidas investidas, como se quisesse injetar seu veneno paralisante no corpo de sua potencial vítima.

Depois de rodear e atacar, rodear e atacar, a aranha toma coragem e sobe na formiga, que ainda se debate, tentando fugir sem sucesso daquele ataque. A aranha finalmente sobe na cabeça da formiga e fica ali uma fração de segundo, como que anunciando sua vitória. E então volta a rodear a formiga, repetindo o processo. E a formiga, coitada, se revirando.

Aquele ataque dura alguns minutos, e então os resultados aparecem.

Sabe aquelas voltas que a aranha deu entorno da formiga? Ela estava jogando sua teia, invisível, que agora forma um suave casulo, como um saco de dormir de pura seda. A formiga, que antes lutava como podia, está imóvel.

A aranha venceu. E garantiu uma refeição para alguns dias, diga-se de passagem.

A conclusão que tiro disso? Essa é a vida. Enquanto uns vêem o fim, outros enxergam oportunidade.

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História, o autor viu...

Túnel do Rei Ezequias e Tanque de Siloé

O Túnel de Ezequias ou Tunel de Siloé é um túnel ou aqueduto que foi escavado na rocha sólida, escavado embaixo de Ophel na cidade de Jerusalém a cerca de 2700 anos, durante o reinado de Ezequias. Foi provavelmente um alargamento de uma caverna pré-existente e é mencionado na Bíblia algumas vezes. É descrito por peritos como uma das grandes proezas de engenharia da antiguidade.

O túnel, que conduzia a Fonte de Giom até a piscina de Siloé, foi projetado para agir como um Aqueduto que trazia água de fontes próximas para abastecer de água a Jerusalém durante um sítio organizado pelos assírios, conduzidos por Senaqueribe.

A construção do túnel foi realizada por escravos, possui aproximadamente 500 metros de extensão de escavações na rocha, com pontos de até 5 metros de altura. Foi idealizado com a finalidade de levar a água a um lugar seguro, evitando a falta de abastecimento de água em caso de guerra, já que Israel estava em iminente perigo de ser atacado pelo exército sírio.

A Bíblia relata o milagre da cura de um cego no Evangelho de João, no capítulo 9, onde o cego, por ordem de Jesus se lava no Tanque de Siloé e é curado:

“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.
Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego.
E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo
“. (João 9:1-7)

Uma reportagem realizada pela Rede Globo percorreu o túnel e mostrou as origens do Tanque de Siloé, confira no vídeo abaixo:

Gospel+
Wikipedia
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ilustrações, o autor viu..., reflexão

Sobre Pipas e Piões – Crer e Pensar

Duas brincadeiras me fascinavam quando criança: soltar pipa e rodar pião. O engraçado é que são justamente as que eu menos sei fazer. Falta-me a habilidade para ambas. Admiro quem sabe rodar o pião e quem sabe colocar uma pipa no alto e maneja-la bem (só colocar no alto até eu faço). Pipas e piões são brinquedos que têm muito a nos ensinar em suas táticas, maneiras e modo de serem usados. Somos quais pipas e piões… veremos isso…

Piões são brinquedos que só funcionam se desenrolados, se livres daquela cordinha que lhes dão “vida própria”. Assim somos nós… só funcionamos bem se desenrolados…mas não quero dizer com isso que são ruins as “cordas” que nos enrolam. Não… são elas que nos impulsionam… são elas que nos dão forças para girar… e girar…

Assim são os problemas para com a nossa vida. Devemos encara-los como força motriz de um novo caminhar. Ao nos livrarmos deles percebemos o quanto nos serviram para o amadurecimento, para “rodarmos” direito. Sim, um pião mal enrolado nunca girará corretamente. Até me faz lembrar as palavras antigas de um sábio… “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo…”
Pipas são fascinantes também… vivem no céu. Uma pipa nunca é tão bela no chão quanto a é no ar… confiando na força do vento. Conta-se que um aprendiz de feiticeiro encontrou-se com uma formiguinha numa de suas caminhadas entre a serra e o mar… ao ver a formiguinha carregando uma folha bem maior que ela mesma, o moço perguntou: Como consegues carregar uma folha tão pesada em um corpo tão pequeno? A formiguinha respondeu-lhe sorrindo: – Aprendi a confiar na força do vento!

Essa é a lição da pipa… confiar na força do vento. Saber que o vento sempre lhe levará a um lugar bonito, onde poderá demonstrar toda a sua beleza e encantar crianças e adultos que sempre estarão dispostos a contemplar a beleza de pipas coloridas rasgando o céu azul.

Interessante é que o mesmo sábio que disse que teríamos aflições no mundo também disse algo sobre o vento… “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai… assim é todo o que é nascido do espírito”. Engraçado é que no grego clássico as palavras “vento” e “espírito” são uma só: Pneuma. Há uma identificação do vento com o espírito…

Precisamos confiar na força do vento… deixar que ele nos mostre o caminho… confiar que há algo melhor “além do arco-iris”… Não nos prendermos a coisas materiais de forma que não sejamos mais livre… o vento sopra onde quer… uma hora aqui… outra ali… não sabes pra onde vai… assim é todo aquele que deixa se levar. Pessoas mesquinhas estão sempre presas, não sabem o que é se deixar levar pelo vento… nunca experimentaram a alegria de voar leve…à toa! Mas há ainda duas coisas que quero falar sobre pipas e piões: uma que os distingue e outra que os une, que os tornam iguais. E ambas nos trazem lições importantes.

A primeira, que os distingue, é que piões rodam no chão… na terra… e pipas voam… estão sempre nos ares. Essa é a primeira lição… transcendência e imanência… sentimento e ação… precisamos voar… e ter os pés no chão… saber a hora de levantar vôo, viajar, transcender e saber a hora de pôr os pés no chão…. caminhar firme… enfrentar o pó da estrada… e a hora da união… verbo se fazendo carne.

A segunda lição, que os une, pipas e piões só têm beleza se manejados por mãos habilidosas. Como eu disse… nunca tive essa habilidade. Pipas e piões não são pra qualquer um. Nossas vidas, tais pipas e piões só se mostrarão belas em mãos seguras, habilidosas… e não há mãos melhores para pipas e piões do que as mãos que os fazem… assim como não há mãos melhores para o homem do que as mãos do criador…

O sábio a quem me referi no texto é Jesus, o Cristo… criador de todas as coisas… ele declarou que não deveríamos nos desesperar com os problemas… porque ele os venceu… não há meio melhor de voar, nem girar do que “impulsionados” pelas mãos de quem tudo criou… aquele “que até o vento lhe obedece”.

Com todo carinho,

José Barbosa Junior

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