o autor diz...

Autorretrato

autorretrato.2018

Hoje decidi fazer um autorretrato.

Apesar da dificuldade que sempre tive em resenhar rostos, encarei o desafio e desenhei a mim mesmo. Foi uma situação inédita pra mim, a ilustração nem ficou tão boa assim, mas confesso que é uma experiência estranha, mas ao mesmo tempo transformadora.

Especialmente porque todas as vezes que eu olhar pra esse “retrato”, verei a percepção que tive de mim mesmo naquele momento da ilustração. Pode parecer exagerado, mas é como uma análise que fazemos de nós mesmos enquanto o lápis passeia sobre o papel:

“Esse sou eu ou apenas a imagem que consigo fazer de mim mesmo?”

É algo poderoso. E não sei se uma fotografia é capaz de fazer isso.

Provavelmente nunca farei um autorretrato fiel, mas agora compreendi que todas as vezes que eu “por” o meu rosto no papel, estarei registrando ali a percepção que terei de mim mesmo naquele momento. Sempre será um desafio, sim, mas, com certeza é algo que farei mais vezes.

 

Anúncios
Padrão
palavra, reflexão

Reflexão – Lucas 1.49

Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,

E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;

Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,

Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E Santo é seu nome.

Lucas 1.46-49

Padrão
ilustrações, o autor viu..., reflexão

Sobre Pipas e Piões – Crer e Pensar

Duas brincadeiras me fascinavam quando criança: soltar pipa e rodar pião. O engraçado é que são justamente as que eu menos sei fazer. Falta-me a habilidade para ambas. Admiro quem sabe rodar o pião e quem sabe colocar uma pipa no alto e maneja-la bem (só colocar no alto até eu faço). Pipas e piões são brinquedos que têm muito a nos ensinar em suas táticas, maneiras e modo de serem usados. Somos quais pipas e piões… veremos isso…

Piões são brinquedos que só funcionam se desenrolados, se livres daquela cordinha que lhes dão “vida própria”. Assim somos nós… só funcionamos bem se desenrolados…mas não quero dizer com isso que são ruins as “cordas” que nos enrolam. Não… são elas que nos impulsionam… são elas que nos dão forças para girar… e girar…

Assim são os problemas para com a nossa vida. Devemos encara-los como força motriz de um novo caminhar. Ao nos livrarmos deles percebemos o quanto nos serviram para o amadurecimento, para “rodarmos” direito. Sim, um pião mal enrolado nunca girará corretamente. Até me faz lembrar as palavras antigas de um sábio… “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo…”
Pipas são fascinantes também… vivem no céu. Uma pipa nunca é tão bela no chão quanto a é no ar… confiando na força do vento. Conta-se que um aprendiz de feiticeiro encontrou-se com uma formiguinha numa de suas caminhadas entre a serra e o mar… ao ver a formiguinha carregando uma folha bem maior que ela mesma, o moço perguntou: Como consegues carregar uma folha tão pesada em um corpo tão pequeno? A formiguinha respondeu-lhe sorrindo: – Aprendi a confiar na força do vento!

Essa é a lição da pipa… confiar na força do vento. Saber que o vento sempre lhe levará a um lugar bonito, onde poderá demonstrar toda a sua beleza e encantar crianças e adultos que sempre estarão dispostos a contemplar a beleza de pipas coloridas rasgando o céu azul.

Interessante é que o mesmo sábio que disse que teríamos aflições no mundo também disse algo sobre o vento… “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai… assim é todo o que é nascido do espírito”. Engraçado é que no grego clássico as palavras “vento” e “espírito” são uma só: Pneuma. Há uma identificação do vento com o espírito…

Precisamos confiar na força do vento… deixar que ele nos mostre o caminho… confiar que há algo melhor “além do arco-iris”… Não nos prendermos a coisas materiais de forma que não sejamos mais livre… o vento sopra onde quer… uma hora aqui… outra ali… não sabes pra onde vai… assim é todo aquele que deixa se levar. Pessoas mesquinhas estão sempre presas, não sabem o que é se deixar levar pelo vento… nunca experimentaram a alegria de voar leve…à toa! Mas há ainda duas coisas que quero falar sobre pipas e piões: uma que os distingue e outra que os une, que os tornam iguais. E ambas nos trazem lições importantes.

A primeira, que os distingue, é que piões rodam no chão… na terra… e pipas voam… estão sempre nos ares. Essa é a primeira lição… transcendência e imanência… sentimento e ação… precisamos voar… e ter os pés no chão… saber a hora de levantar vôo, viajar, transcender e saber a hora de pôr os pés no chão…. caminhar firme… enfrentar o pó da estrada… e a hora da união… verbo se fazendo carne.

A segunda lição, que os une, pipas e piões só têm beleza se manejados por mãos habilidosas. Como eu disse… nunca tive essa habilidade. Pipas e piões não são pra qualquer um. Nossas vidas, tais pipas e piões só se mostrarão belas em mãos seguras, habilidosas… e não há mãos melhores para pipas e piões do que as mãos que os fazem… assim como não há mãos melhores para o homem do que as mãos do criador…

O sábio a quem me referi no texto é Jesus, o Cristo… criador de todas as coisas… ele declarou que não deveríamos nos desesperar com os problemas… porque ele os venceu… não há meio melhor de voar, nem girar do que “impulsionados” pelas mãos de quem tudo criou… aquele “que até o vento lhe obedece”.

Com todo carinho,

José Barbosa Junior

Padrão
ilustrações, reflexão

Parábola da escadaria – Reflexão Espiritual

Numa noite dessas eu tive um sonho.

Eu me via diante de uma grande escadaria, e ela ia da terra ao céu. Seus degraus eram de ouro puríssimo e no final dela existia um trono, envolto em luz incomparável, e ALGUÉM assentado sobre ele.
Era possível ouvir uma música celestial vindo do alto, de onde estava o trono, e eu, atraído por aquela glória comecei a subir a escadaria, degrau após degrau.

Havia momentos em que me sentia impaciente, pois parecia que o tempo estava passando eu não iria conseguir chegar ao topo. Então eu corria. Queria pular degrau, mas eles eram largos demais e eu não conseguia. Depois de algum tempo cansei de correr. Então cansado parei.

O trono ainda parecia tão longe, tão distante. Permiti que o desânimo tomasse conta de mim. Então comecei a descer a escadaria que outrora subia. Na descida acabei trocando os degraus. Tropecei. Caí. Rolei escada abaixo. Quando dei por mim, estava novamente no mesmo lugar onde havia começado a subir. Olhei para mim mesmo. Ferido, machucado, quebrado. Então pensei “Isso não é para mim”.

Com dificuldade coloquei-me de pé e virando as costas decidi partir. Foi quando ouvi a música novamente. Virei e olhei para o alto mais uma vez. A luz brilhava mais forte, como que me convidando a tentar mais uma vez. Tentei resistir, mas não consegui.

Novamente comecei a subir. Degrau após degrau. Agora sem pressa. Um de cada vez. Quanto mais alto eu subia melhor eu enxergava e melhor ouvia. Mesmo sem correr, mais uma vez me cansei. Mais uma vez pensei em voltar, considerei desistir, mas no mesmo instante me lembrei da queda. Olhei de novo o alto, desejei novamente chegar lá.

Fechei os olhos por alguns segundos e de repente senti uma mão no ombro. Abri os olhos, não vi a ninguém, mas aquela presença ainda estava ali, invisível, real. Ela me acompanhava na jornada. Então eu subia, subia, subia e subia.
Então acordei.

Na verdade não entendi muita coisa, mas aquela presença no sonho.
Ainda sinto ela comigo.

daqui.

Padrão
ilustrações, reflexão

Canteiro de Alpiste

Algumas semanas atrás, eu resolvi montar um mini canteiro de plantas pra colocar na janela do meu quarto. Algo pequeno, plantei alpiste mesmo.

Fui regando todo dia, e as plantinhas cresceram. Mas durante uma semana que fez muito calor aqui no Rio de Janeiro, eu esqueci de regar o canteiro por uns dois dias. E vi que as plantinhas, tão pequenas que eram, estavam começando a murchar, e algumas folhas estavam caídas e com as pontas amareladas.

Quando vi o estado das plantas, que sofriam com o calor e com a falta de água, eu resolvi cuidar de verdade delas. Pus água, e coloquei o canteiro num canto que não pegasse sol diretamente. Na manhã seguinte, elas estavam recuperadas e o verde das folhas brilhavam!

Hoje as plantinhas de alpiste estão grandes, verdes e crescendo.

Nós somos como essas plantinhas, indefesos e pequenos, perto da grandeza de Deus. Quando nos colocamos onde Ele quer que estejamos, ele nos mantém. Mas, se saímos da direção dEle, ficamos sem água, e tomando sol sem nenhuma proteção. É questão de tempo pra começarmos a murchar e ficar amarelados, sem vida.

Mas como as misericórdias de Deus são infinitas, Ele nos pega pela mão, e nos dá água e proteção. E nos coloca sob o seu cuidado.

Eu sou muito grato a Ele por todo cuidado que sinto. Mesmo quando não sou fiel, Ele permanece fiel.

Ah, aqui está uma foto do canteirinho de alpiste:

Padrão
ilustrações

Canário da Terra

SALMO 84
Quão amável são os teus tabernáculos, ó Senhor dos exércitos!

A minha alma suspira! sim, desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.

Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde crie os seus filhotes, junto aos teus altares, ó Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu.

Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente.

Bem-aventurados os homens cuja força está em ti, em cujo coração os caminhos altos.

Passando pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; e a primeira chuva o cobre de bênçãos.

Vão sempre aumentando de força; cada um deles aparece perante Deus em Sião.

Senhor Deus dos exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó!

Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.

Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da perversidade.

Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.

Ó Senhor dos exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.

Ilustração de minha autoria

Padrão